Professor religioso acha “naturais” os abusos a menores

por Sónia Cerdeira, Publicado em 24 de Março de 2010   
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José Ángel Arregui não reconhece o mal que pode fazer aos outros. O religioso espanhol preso no Chile, acusado de posse de pornografia infantil, vê como natural o seu comportamento de abuso a menores.

Arregui é membro da Congregação dos Clérigos de San Viator e, apesar de não se ter interessado pelo sacerdócio, dava aulas de Educação Física nas escolas da Congregação. Chegou a Santiago do Chile para dar aulas na Universidade e senta-se hoje no banco dos réus, depois de estar em prisão preventiva desde Agosto do ano passado. Os relatórios psiquiátricos, a cargo do Ministério Público (MP) chileno aos quais o El País teve acesso, afirmam que o professor descreve os actos, inclusive os abusos a menores que filmou em vários colégios de Espanha, como algo que é aceite socialmente.

O Ministério Público (MP) chileno vai pedir a pena máxima para este delito por posse de 400 horas de vídeos e câmaras com materiais pedófilos, alguns gravados e protagonizados por ele e seus alunos, e mais de 2000 fotos que retratam actos de pedofilia. O MP quer que Arregui cumpra três anos de prisão integralmente na cadeia já que as análises psiquiátricas desaconselham que cumpra a pena na rua. “O seu comportamento faz que qualquer medida de liberdade vigiada seja ineficaz”, afirmam os médicos já que Arregui crê que o seu comportamento era normal: “As crianças prestavam-se a isso”, disse Arregui. 

 O professor já era investigado em Espanha por abuso sexual contra menores entre os 12 e os 14 anos em colégios das cidades de Vitoria, Basauri e Madrid, entre 1992 e 2005. Falou sobre a sua personalidade e actividades sexuais mas recusou-se a revelar detalhes sobre os abusos cometidos por indicação do advogado – um dos mais caros do país, pago pela Congregação de San Viator.

 

 

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