A reunião entre a administração e a comissão de trabalhadores da Autoeuropa, realizada esta manhã, correu mal e a empresa terminou as negociações, segundo a Rádio Renascença. Em causa terão estado divergências relativamente à forma de pagamento do trabalho aos sábados. Em discussão estavam formas de flexibilização das horas de trabalho, sugeridas pela administração. Uma delas permitia o trabalho seguido em dois turnos, com semanas de trabalho de quatro dias, ou de seis em épocas de picos de produção. Este cenário implicaria o trabalho ao sábado, até oito dias por ano e pagamento como dia de trabalho normal.
A comissão de trabalhadores, segundo a Renascença, aceitava trabalhar durante oito sábados, mas pretendia que o pagamento fosse feito como trabalho suplementar. Assim, uma parte seria paga em dinheiro e a outra em tempo, a creditar num banco de horas.
O director-geral da Autoeuropa disse anteriormente que, sem acordo, até Agosto, a fábrica da Volkswagen de Palmela passaria a trabalhar apenas com um turno. Essa decisão poderá ter consequências para os trabalhadores, a começar pelos contratados que poderão não ver o seu contrato renovado. Além disso, centenas de outros trabalhadores poderão entrar em regime de "lay-off" ou ver o seu vencimento reduzido em cerca de 15 por cento, o equivalente ao subsídio de turno.




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