O debate arrancou com a sombra do fratricídio que tem marcado esta campanha para a eleição do novo líder do PSD: Aguiar-Branco trouxe cópias das assinaturas em falta que tinha entregue de manhã ao partido, para Paulo Rangel as ver, lembrando que o seu opositor tinha exigido “verificar as assinaturas”. Sempre que os dois candidatos provenientes da mesma área se envolvem em conflitos, Pedro Passos Coelho sai a ganhar. Foi o que aconteceu no início deste debate – e mais à frente, quando Aguiar-Branco acusou Rangel de não estar solidário com a direcção de Ferreira Leite a propósito da estratégia para o Programa de Estabilidade e Crescimento.
O “frisson” da guerra entre antigos aliados foi um dos eixos do debate, embora mais tarde tenham tido confluência de posições – quando os dois acusaram Passos Coelho de fazer declarações de apoio “tímidas” à recandidatura de Cavaco Silva e também quando resistiram ao pedido de demissão do PGR que Passos Coelho tem feito insistentemente.
Quanto à apresentação de uma moção de censura a breve prazo, se a comissão de inquérito ao negócio PT/TVI concluir que o primeiro-ministro mentiu, José Pedro Aguiar-Branco e Pedro Passos Coelho estão de acordo, mas Paulo Rangel é muito mais cauteloso. Não apoia a moção de censura e avisa de que o PSD não deve dar argumentos a Sócrates, abrindo as portas a críticas do PS sobre a “criação de crises políticas artificiais”. Ainda relativamente ao PEC, Passos Coelho admitiu o voto contra o projecto de resolução que o PS vai apresentar. Paulo Rangel também é muito crítico, insistindo que não é obrigatória a votação dessa espécie de moção de confiança ao governo. José Pedro Aguiar-Branco idem: não concorda com a moção de confiança, mas admite a abstenção.
Veja o que foi comentado durante o debate




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