Política

PSD: Alberto João Jardim apoia Paulo Rangel

Publicado em 22 de Março de 2010   
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O presidente do PSD Madeira, Alberto João Jardim, manifesta nesta segunda-feira, em artigo de opinião no "Jornal da Madeira", o seu apoio à candidatura de Paulo Rangel à liderança do partido a nível nacional.

"O único que me dá garantias mínimas de plena identificação com o património doutrinal do Partido Social Democrata, concretizado na prática com sucesso, que é a autonomia política da Madeira, trata-se de Paulo Rangel", escreve Alberto João Jardim.

Alberto João Jardim lembra que na próxima sexta feira "os militantes do PSD/Madeira irão participar na escolha do líder nacional, nas respetivas sedes de Freguesia, ainda que fartos e críticos dos caminhos indigentes que o PSD trilha no Continente. Cada um escolherá em sua consciência….".

"Cada militante autonomista do Partido Social Democrata da Madeira, sabe quanto vem custando defender os direitos do povo madeirense, sabe quanto custa o esforço de recuperação do atraso de séculos, sabe o que agora temos pela frente, após a tragédia de 20 de fevereiro", recorda.

"Cada militante do PSD/Madeira - prossegue - já percebeu o que se esconde por detrás de certo discurso de "modernidade", de "esquerda" (como se o PSD fosse um partido de "esquerda" e o fossem os feitores do Grande Capital!...), de "rutura com o passado" (veja-se o atrevimento!...), de "mudança geracional" (todos os candidatos até são da mesma geração!...). Trata-se de conversa fiada".

E acrescenta: "conversa fiada, porque o que está por detrás de tal discurso, são interesses económicos de uma plutocracia cujo tal deus é o "bezerro de ouro" e cujos desígnios sinistros assenta num "bloco central" não político, mas num "bloco central do dinheiro" a consolar sectores ditos sociais-democratas com a partilha dos lucros obtidos".

Por isso, justifica que "nesta conjuntura partidária, e com um espectro político-cultural infelizmente tão reduzido, obviamente que tenho de escolher".

Para o líder laranja madeirense, "seria catastrófico entregar o PSD nacional, nas mãos de testas-de-ferro de uma plutocracia impiedosa ante os Direitos do Povo".

"Se o Partido Social Democrata cair em mãos próximas ou convergentes com certos "interesses" da plutocracia e do sistema político reinantes, mãos onde se viu já assumida uma estratégia anti-autonomia política para hostilizar e anular os sociais democratas madeirenses, não tenhamos ilusões. Estará em causa a solidariedade de até agora, por parte do PSD nacional", avisa Jardim.

Nesta conjuntura partidária, Alberto João Jardim anuncia que Paulo Rangel é a sua escolha: "como sempre, faço-o pela minha cabeça e, também como sempre, desprezando as preocupações dos oportunistas em ‘tomar o carro do vencedor’, que não faço a mínima ideia quem venha a ser".

"O único que me dá garantias mínimas de plena identificação com o património doutrinal do Partido Social Democrata, concretizado na prática com sucesso, que é a Autonomia Política da Madeira, trata-se de Paulo Rangel", defende.

"Digo-o publicamente, por dever de transparência para com os meus companheiros do PSD/Madeira", realça.

 

***Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***



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