Sócrates mostra na Argélia experiência portuguesa nas energias renováveis

Publicado em 22 de Março de 2010   
Opções
a- / a+

O primeiro ministro José Sócrates cumpre hoje o segundo dia de viagem ao Magrebe, em que tentará convencer o segundo maior fornecedor português de gás natural a interessar-se pelas energias renováveis.

De viagem em direção à Tunísia, o dia de Sócrates tem prevista uma paragem de seis horas na Argélia, de onde chega cerca de 40 por cento do gás natural que entra em Portugal.

“Espero discutir com o Governo argelino as grandes oportunidades que as empresas portuguesas têm, nomeadamente nas energias renováveis. A Argélia é um bom exemplo de um dos países do Magrebe para onde as nossas exportações mais aumentaram nos últimos anos. É um mercado com grandes potencialidades”, disse José Sócrates, em declarações na Líbia, após um encontro com o líder líbio, Mouammar Kadhafi.

“Nós importamos gás da Argélia e por isso a nossa proximidade com este país tem de se manter. Não penas por razões políticas, por razões geoestratégicas, mas também por razoes comerciais”, acrescentou o primeiro ministro.

Na Líbia, Sócrates afirmou que a suspensão líbia da atribuição de vistos aos cidadãos do espaço Schengen, a que Portugal pertence, prejudica as relações comerciais entre os dois países, esperando que o tema fique hoje resolvido numa reunião na Comissão Europeia.

Da Argélia, em 2009, Portugal importou 274,9 milhões de euros e exportou 197,4 milhões, com o gás a representar cerca de 97 por cento do total das compras portuguesas.

O objetivo das empresas e do Governo português é ganhar o maior número possível de contratos na Argélia ao abrigo do Plano Quinquenal de Apoio ao Crescimento Económico do país, em vigor entre 2010 e 2014.

Nesse plano, o Estado argelino planeia gastar milhões de euros de investimento público, entre outros, na construção de habitações e no reforço de infraestruturas energéticas, bem como no reforço da rede de água potável.

Na atualidade, a presença portuguesa no mercado argelino faz-se sobretudo através de empresas energéticas, como a EDP e a Partex, que têm parcerias com a petrolífera estatal Sonatrach, mas também com empresas de construção civil como a Coba, a Teixeira Duarte ou a Zagope.

O Metropolitano de Lisboa, com 50 por cento no consórcio Ensitrans, está também no sector da construção no país, bem como as construtoras Abrantina, Irmãos Cavaco e Lena.

Com as empresas de construção portuguesas já conhecidas no mercado argelino, a ida de Sócrates ao país aposta sobretudo nas energias renováveis.

O único ato público do primeiro ministro é mesmo uma intervenção num Seminário sobre Energias Renováveis, em que estará presente o primeiro ministro argelino Ahmed Ouyahia e onde Sócrates apresenta a experiência - e as tecnologias - portuguesas.

Na Argélia, Sócrates encontra-se ainda com o Presidente da República, Abdelaziz Bouteflika, antes de partir para a Tunísia, onde decorre na terça feira o último e mais importante passo desta deslocação de três dias do primeiro ministro ao Magrebe, a cimeira Luso-Tunisina.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 



Qual a sua reacção:
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.

Notícia relacionada

Close