Estados Unidos continuam capazes "de grandes coisas", afirma Obama - vídeo

Publicado em 22 de Março de 2010   
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A adoção no Congresso de uma reforma histórica do sistema de saúde, assegurando uma cobertura a quase todos os norte-americanos, prova que os Estados Unidos continuam capazes “de grandes coisas”, congratulou-se o presidente norte-americano Barack Obama.

“Esta noite superámos o peso da política, quando todos os especialistas afirmavam que isso não seria possível”, acrescentou o presidente.

“Provámos que continuamos a ser um povo capaz de grandes coisas”, prosseguiu o chefe de Estado.

Obama falou às televisões desde a “East Room” da Casa Branca, um lugar frequentemente reservado aos momentos mais importantes de uma presidência.

Alguns minutos mais cedo, 219 representantes democratas ofereceram a Obama a maior vitória legislativa da sua curta presidência, adotando a mais importante reforma da saúde das últimas décadas.

O presidente, que teve de utilizar enormemente o seu capital político para convencer a sua maioria a aprovar um texto muito impopular, a acreditar nas sondagens, comparou esta vitória a outros desafios históricos enfrentados pelos norte-americanos.

“Esta noite respondemos ao apelo da História como tantos outros norte-americanos o fizeram antes de nós. Não procurámos escapar às nossas responsabilidades. Não tivemos medo do nosso futuro”, declarou o presidente, ao lado de Joe Biden, o seu Vice-Presidente.

Obama, que deve promulgar rapidamente o texto adotado domingo, não respondeu a qualquer pergunta mas confessou estar orgulhoso desta vitória.

“Vamos seguir com uma confiança renovada, revigorados com esta vitória” em nome do povo norte-americano, declarou.

Quando a votação cruzou a barreira fatídica dos 216 votos da maioria na Câmara dos representantes, Obama deu um firme aperto de mão ao seu chefe de gabinete Rahm Emanuel e abraçou vários dos seus colaboradores, confessou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

Quando a lei for promulgada, o Senado deverá ainda adotar algumas “correções” para a tornar mais adequada aos desejos dos eleitos da Câmara.

Os Republicanos, que votaram todos contra o texto, assim como 34 democratas, prometeram fazer de tudo para impedir que este entre em vigor.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 



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