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Reforma da Saúde histórica aprovada no Congresso dos EUA - vídeo

Publicado em 22 de Março de 2010   
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A Câmara dos representantes norte-americana adotou domingo um projeto de lei sobre a reforma da Saúde, oferecendo uma vitória legislativa essencial ao presidente norte-americano Barack Obama, que deve promulgar o texto rapidamente.

Os representantes adotaram o texto, a versão aprovada pelo Senado a 24 de dezembro, com uma maioria de 219 votos contra 212, ou seja mais três do que os 216 necessários.

Os eleitos democratas aplaudiram ruidosamente quando o 216º voto foi registado.

O texto pode agora ser enviado à Casa Branca onde será promulgado pelo presidente Barack Obama.

Os eleitos da câmara baixa devem igualmente pronunciar-se sobre uma série de alterações ao projeto de lei desejadas pela maioria democrata.

Após terem sido aprovadas pela Câmara, estas “correções” serão enviadas ao Senado que vai tentar aprová-lo durante a próxima semana.

A reforma permitirá garantir cobertura a 32 milhões de norte-americanos que atualmente não têm qualquer tipo de sistema de saúde.

O objetivo é cobrir 95% dos norte-americanos com menos de 65 anos já que os mais idosos são cobertos por um sistema de saúde público, o Medicare.

A reforma obriga também os particulares a contratar um seguro privado, ou pelo menos a pagar uma prestação anual.

O plano garante benefícios fiscais às pequenas empresas para que financiem a cobertura de saúde dos seus funcionários, assim como fornece ajuda às famílias modestas.

Para além disso, as companhias de seguros não poderão voltar a recusar cobrir uma pessoa doente.

A reforma, com um custo de 940 mil milhões de dólares em 10 anos, deverá também reduzir o défice norte-americano de 138 mil milhões de dólares no mesmo período, segundo os números do Gabinete do Orçamento do Congresso (CBO).

 A aprovação da reforma da saúde foi recebida com gritos de "Yes we can" (o slogan da campanha eleitoral de Obama) na Câmara dos representantes, por parte dos democratas.

Na Casa Branca, Barack Obama e o seu vice-presidente, Joe Biden, eram o rosto da satisfação. “Esta noite superámos o peso da política, quando todos os especialistas afirmavam que isso não seria possível”, afirmou o presidente dos Estados Unidos, numa declaração pública. “Provámos que continuamos a ser um povo capaz de grandes coisas.”

O presidente acrescentou que a aprovação da reforma vai dar "uma confiança renovada" à sua equipa.

 

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 



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