“É um esforço titânico conseguir as assinaturas”. Foi assim que o candidato à liderança do PSD, Jorge Castanheira Barros, justificou, em entrevista à RTP, o esforço da sua campanha. No dia de Natal esteve nos Açores, “correu quatro ilhas”, mas por lá não angariou nomes suficientes.
Assume-se como um homem com projectos e até gracejou com o assunto: “afirmar ter um projecto é muito mais do que ter um sonho. E se Barack Obama pode ter um sonho, eu também posso ter o meu projecto”. Para já, caso ganhe a liderança social-democrata, assume as questões ambientais com a sua grande prioridade. Acredita que o equilíbrio ecológico vai ser a grande batalha da Humanidade no século XXI e coloca as questões sociais (desemprego, falta de poder de compra, congelamento de salários) ao mesmo nível do ambiente.
Como solução para a taxa elevada de desemprego propõe que o Governo aposte no auto-emprego, pela estimulação de criação de PMEs. E sugere, para a redução da despesa pública, “que o governo e presidência dêem o exemplo”. Lembra que José Sócrates aumentou em 50% as despesas dos ministérios em deslocações e estadias.
Quando questionado sobre o estado do PSD, o advogado de Coimbra defendeu o regresso do partido às origens de Sá Carneiro: coerência, defesa da democracia representativa e o combate político. Diz confiar na “irreverência da juventude”.
Não hesitou em lançar críticas à actual líder do partido, Manuela Ferreira Leite, acusando-a de não ter sabido inspirar a confiança dos cidadãos. “Traçou uma linha de rumo mas divergiu dela. Faltou-lhe capacidade de diálogo”. Em defesa da sua candidatura, Castanheira Barros diz ser aquele que sabe ouvir : “a mim todos me entendem. Eu sou aquele que fala para o assador de frangos e para o rico. Os outros (candidatos) falam no PEC, no PIB… eu falo da Paulinha, no Sr. Alberto…”
“Estou neste projecto para servir o partido e não para me servir dele”, concluiu, depois de garantir que entre si e Passos Coelho existe uma “questão de divergência ideológica”, mas admite que ambos se candidatam pela mudança, mas acredita ser ele próprio “o candidato dos que não têm voz activa”.




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