Verdes Europeus unidos para impedir cultivo de nova batata transgénica na UE

Publicado em 21 de Março de 2010   
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Os partidos Verdes europeus, reunidos desde sexta feira em Barcelona, assinaram hoje uma resolução comum que visa impedir o cultivo na União Europeia de uma nova espécie de batata transgénica já autorizada pelas autoridades comunitárias.

A informação foi avançada à agência Lusa pelo deputado português do Partido Ecologista Os Verdes (PEV) Francisco Madeira Lopes, que participou na reunião. Os trabalhos começaram sexta feira de manhã e terminaram hoje ao almoço.

"Várias das questões discutidas afetam diretamente os portugueses. Uma delas é a batata transgénica [autorizada recentemente pela UE], em que a posição comum dos Verdes Europeus foi apelar ao princípio da precaução e que não seja possível plantá-la, defendendo uma moratória nesse sentido", revelou o deputado português.

De acordo com a mesma fonte, esta, aliás, tem sido "uma posição comum dos Verdes em relação aos transgénicos". "Os Verdes defendem que não se deve deixar que os interesses económicos se sobreponham à segurança alimentar e aos direitos dos consumidores, bem como aos próprios ecossistemas", reforçou.

Os partidos ecologistas também defendem que "em caso de dúvida não se deve avançar para riscos que infelizmente apenas no futuro a Ciência poderá provar que são reais".

A Comissão Europeia autorizou no início do mês o cultivo e comercialização de organismos geneticamente modificados UE, no primeiro caso a batata Amflora e no segundo três variedades de milho. A batata Amflora pode ser cultivada para fins industriais e a sua fécula poderá ser usada em rações.

Além das questões relacionadas com a batata transgénica, Francisco Madeira Lopes acrescentou que também foram aprovadas resoluções "relevantes relacionadas com o balanço pós-Cimeira de Copenhaga".

"Os Verdes europeus voltaram a manifestar a sua grande preocupação face à grande desilusão que foi Copenhaga e, neste momento, o que se está a pôr é o presente e o futuro", sublinhou o deputado.

Para Francisco Madeira Lopes, os partidos ecologistas europeus têm "esperança que no final do ano, no México, consigamos ter finalmente o acordo vinculativo ao nível das Nações Unidas". "É nisso que continuamos a apostar porque entendemos que é fundamental".

Os partidos Verdes Europeus também deram como assente que "que as reformas institucionais que a Europa tanto buscou com o Tratado de Lisboa não serviram nem para resolver os problemas nem para dar mais força à UE para que se imponha no campo negocial".

"Partimos para Copenhaga com um acordo político e saímos com um acordo político no qual a União Europeia foi posta de lado. Portanto há um reconhecimento [por parte dos Verdes Europeus] de que a UE falhou rotundamente ao nível da diplomacia", indicou o deputado português.

 

***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***

 



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