Entrevista

Passos Coelho: "Começa a ser excessiva forma como Sócrates se tenta justificar"

Publicado em 20 de Março de 2010   
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O candidato à liderança do PSD Pedro Passos Coelho considerou hoje que “começa a ser excessiva a forma como o primeiro ministro se tenta justificar sucessivamente perante todas as situações em que o seu nome aparece envolvido”.

Questionado pelos jornalistas sobre a entrevista de José Sócrates ao Jornal de Notícias de hoje, onde o primeiro ministro disse que a comissão de inquérito ao caso PT/TVI um ataque contra ele, Passos Coelho disse que aquilo que “o Parlamento e o país precisa de esclarecer rapidamente é se esta suspeição, que existe, tem fundamento ou não”.

“Quanto mais depressa o Parlamento puder fazer a sua investigação e encerrar essa dúvida, melhor para todos nós e melhor para o primeiro ministro também”, realçou o candidato à presidência do PSD.

À margem da apresentação da sua moção global de estratégia, Passos Coelho disse que se José Sócrates “não tem nada a temer, não deve com certeza ter receio que o Parlamento rapidamente, com os poderes de investigação que tem, possa esclarecer o que se passou”.

“Agora se se vier a averiguar que o governo não atuou como deve ser, também tem que haver consequência políticas disso. Isso é o que aguardaremos no final dos trabalhos da comissão”, sustentou.

A comissão de inquérito, criada a requerimento potestativo do PSD e do BE, tem por objeto "apurar se o Governo, direta ou indiretamente, interveio na operação conducente à compra da TVI e, se o fez, de que modo e com que objetivos" e ainda "apurar se o senhor primeiro ministro disse a verdade ao Parlamento, na sessão plenária de 24 de junho de 2009", quando referiu que não tinha sido informado sobre o negócio.

Na entrevista ao JN, o primeiro ministro considera a comissão de inquérito ao caso PT/TVI é "um ato de profunda hipocrisia política, que apenas pretende instrumentalizar a Assembleia da República".

"Não pretendem apurar nada, mas manter uma suspeição e instrumentalizar a AR [Assembleia da República] no ataque pessoal e político contra mim. (…) Não andam à procura de esclarecimentos, o que querem é um palco para me atacarem", acusa.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.



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