Sarkozy contraria Berlim e é contra a intervenção do FMI na Grécia
por Nuno Aguiar, Publicado em 20 de Março de 2010
Grécia admite recorrer ao FMI se não tiver ajuda da UE. Barroso também não afasta a solução
A Europa continua sem se entender quanto à Grécia. Desta vez a divisão é entre países que estão do mesmo lado da barricada. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, contrariou a Alemanha de Angela Merkel, assumindo-se contra a intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) na Grécia.
Sarkozy é favorável a uma intervenção da União Europeia e defende que os países membros deveriam criar uma estratégia comum para salvar a economia grega e reabilitar a confiança dos mercados.
Por outro lado, o governo alemão referiu-se a uma eventual intervenção, afirmando que "não descarta um apoio do FMI", disse ontem o porta-voz Ulrich Wilhelm, embora tenha reafirmado a confiança nos esforços de consolidação avançados pelo governo grego. A mesma posição tem Durão Barroso. O presidente da Comissão Europeia admitiu a intervenção do FMI, reiterando que os tratados europeus não permitem a exclusão de um país da zona euro.
A discussão surgiu depois de o primeiro-ministro grego, George Papandreou, ter dito que, caso não haja ajuda da parte dos parceiros europeus, poderá recorrer à ajuda do FMI.
Também ontem, Dominique Strauss-Kahn, director-geral do FMI, deixou alguns recados à União Europeia. "Por muito que eu veja que a UE está a fazer esforços para combater os temas da regulação e supervisão internacional, não sinto o mesmo na área da gestão e resolução de crises", afirmou em Bruxelas.
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