Política

Moções de candidatos do PSD contra o peso do Estado

Publicado em 20 de Março de 2010   
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As moções de Paulo Rangel e José Pedro Aguiar-Branco também foram entregues ao fim da tarde de ontem. O i teve acesso a todas as propostas e entre as ideias do eurodeputado estão a defesa da "mobilidade social" e a "descolonização do Estado". Paulo Rangel vira-se mais para o país do que para o interior do PSD. A moção "Libertar o Futuro" divide-se em três partes. A primeira pretende ser "uma análise da situação actual", enquanto a segunda apresenta as propostas concretas para o país. Por último, na terceira parte, Rangel dedica-se à formulação de uma "estratégia política geral", com "a afirmação do objectivo de alcançar uma maioria absoluta para o PSD alargando a sua base de apoio à esquerda e à direita."

Aguiar-Branco, por seu lado, é o único que defende abertamente o início de uma "discussão alargada da regionalização, procurando alcançar os consensos necessários". A moção "A Força de Todos" diz que "a descentralização regional é um património histórico do PSD, que tem de ser recuperado."
Falando para o PSD, o ainda líder parlamentar assume a defesa de uma mudança estatutária "mantendo o sistema de eleição directa" mas com "a criação de uma segunda volta para garantir a eleição de um líder com pelo menos 50% dos votos expressos". Segundo Aguiar, isso "só reforçaria a legitimidade do presidente da Comissão Política Nacional", sendo que "o próprio processo de uma segunda volta evita situações de ruptura interna e força a consensos." Além dessa mudança, defende-se "a alteração da recente norma estatutária" - a chamada "lei da rolha" - "que prevê sanções aos militantes que critiquem o partido antes das eleições."

As ideias avançadas pelas três principais candidaturas não são muito diferentes na análise da situação do país. Se Passos Coelho diz que "hoje em dia o Estado intervém em quase todos os sectores de actividade económica e social", Paulo Rangel defende que "o Estado deve conter os seus tentáculos na sociedade civil" e que "uma sociedade civil forte e consciente deve libertar-se da intrusão indevida do Estado." Já Aguiar-Branco entende que "o trabalho dos portugueses sustenta o Estado, para que o Estado seja capaz de se sustentar a si próprio." E vai mais longe, apelando a uma revisão constitucional alargada que inclui a redução do número de deputados.


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