O candidato à liderança do PSD Paulo Rangel disse hoje compreender que o PEC seja um "plano polémico mesmo no Governo" uma vez que em "muitos aspetos é negativo", considerando que se "podia ter ido bastante mais longe".
"Compreendo que haja essas divisões porque o Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) em muitos aspetos é um plano negativo", respondeu Paulo Rangel aos jornalistas quando questionado sobre as notícias que têm sido veiculadas sobre a existência de alegadas divisões no seio do Governo motivadas pelo conteúdo do PEC.
Retomando uma notícia avançada quinta feira pela TVI, a imprensa de hoje noticia a existência de alegadas divisões no seio do Governo motivadas pelo conteúdo do PEC.
No entanto, vários ministros já negaram quaisquer divergências: o ministro da Presidência Silva Pereira garantiu que o PEC "tem a solidariedade de todo o Governo", considerando "uma fantasia" alegadas discordâncias no seio do executivo em relação ao documento.
Para o candidato à liderança do PSD, este é "um plano que mantém um conjunto de obras megalómanas, nomeadamente a terceira travessia sobre o Tejo, o aeroporto, o TGV Lisboa-Madrid, em vez de se concentrar numa estratégia de crescimento".
"Poderíamos abandonar alguns investimentos públicos de grande monta, que implicam um aumento do endividamento externo, favorecendo a estabilidade financeira e depois canalizar parte desses recursos para o apoio às pequenas e médias empresas e às empresas exportadoras" realçou.
Segundo o eurodeputado do PSD, que falava após um encontro que hoje manteve com o Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, devia estar a ser criada "uma dinâmica de crescimento porque este PEC nada faz pela competitividade, pelo crescimento e pela criação de emprego".
"Pelo contrário, vai até favorecer, infelizmente, um aumento do desemprego", sustentou Rangel.
O candidato à liderança laranja compreende por isso que "este seja um plano polémico mesmo no Governo porque se podia ter ido bastante mais longe".
"É uma fantasia. Naturalmente o PEC é um documento político muito importante e foi analisado e discutido em Conselho de Ministros e tem a solidariedade de todo o Governo", disse Pedro Silva Pereira, questionado pelos jornalistas à margem de cerimónia de entrega do prémio "Igualdade é Qualidade".
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.




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