(actualizada)
O ministro da Economia, Vieira da Silva, desmentiu hoje que tenham existido divergências no Governo quanto às políticas de prestações sociais previstas no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).
“Estou completamente solidário com este PEC, que foi alvo de um processo de trabalho muito intenso por parte do Governo”, garantiu Vieira da Silva, em declarações aos jornalistas à margem de um encontro entre o primeiro ministro e os empresários que acompanham José Sócrates na visita ao Magrebe.
“Este PEC é um programa do Governo, aprovado por todo o Governo”, acrescentou Vieira da Silva.
O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, também defendeu hoje que o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) "tem a solidariedade de todo o Governo", considerando "uma fantasia" alegadas discordâncias no seio do executivo em relação ao documento.
Retomando uma notícia avançada quinta feira pela TVI, a imprensa de hoje noticia a existência de alegadas divisões no seio do Governo motivadas pelo conteúdo do PEC, com vários ministros do "núcleo duro" do executivo a manifestarem dúvidas sobre a política seguida.
José Sócrates entrou sem fazer declarações à imprensa na reunião com os empresários que o acompanham, entre domingo e terça feira, na visita à Líbia, Argélia, Tunísia e que inclui ainda uma curta paragem em Marrocos.
Vieira da Silva, que as notícias de hoje e quinta feira davam como um dos ministros com dúvidas em relação ao PEC, manifestou o apoio ao programa e destacou “importância para Portugal que é ver este PEC aprovado e capaz de recolher o apoio, em Portugal, de um leque alargado de forças políticas e sociais e, no estrangeiro, como tem vindo a acontecer, receber o apoio das instituições importantes para recuperar da situação financeira que é prejudicial para Portugal”.
“Este é um dos objetivos do PEC”, disse ainda o ministro, que realçou o papel que o programa tem para contribuir para a redução do défice das contas públicas e para a recuperação da economia portuguesa.
“Isso é patente quando vemos que a despesa social prevista para o final do período de consolidação é superior, em percentagem do produto interno bruto ou de despesa pública, à que existia em 2008” , afirmou Vieira da Silva.
“Faço parte do Governo e estou completamente solidário com este PEC”, reforçou Vieira da Silva, que garantiu que a solidariedade se estende a todos os outros ministros.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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