Vanessa Regressa
Lopes. Who else?
por Ana Sá Lopes, Publicado em 19 de Março de 2010
MAIS UMA VEZ, a Vanessa confirmou que o seu velho e irrenunciável fascínio por Pedro Santana Lopes faz todo o sentido, mesmo quando, para o mainstream chato, parece não ter qualquer sentido. Há em Lopes uma vocação aglutinadora, um perfume político inebriante e irresistível, um toque de inesperado, uma vertigem improvável e imperscrutável em tantos outros filhos de Deus. Quem resiste a estes qualificativos hiperbólicos que olhe para o que se passou no último congresso do PSD: quando já ninguém o achava capaz de ser a estrela de um congresso, eis que Lopes chegou, ganhou (uma votação) e arrombou a festa. Todas as mensagens políticas dos candidatos à liderança do PSD - e mesmo a brilhante intervenção do não candidato Marcelo - ficaram submersas perante o tsunami político Lopes. E duvidem de quem anda por aí a dizer que foi por engano que a lei da rolha foi aprovada. Tal como a doutora Manuela Ferreira Leite, a Vanessa está de alma e coração com a ideia.
- Mas porque é que é esta gritaria toda? - perguntou-me ela, genuinamente espantada.
- É um disparate. Foi um presente que o PSD resolveu dar ao PS.
- E qual é a diferença entre a ideia do Santana e a expulsão por comportamento que "desrespeite a linha política do partido e as decisões dos seus órgãos" que existe no PS? Esta conversa é toda por causa do Santana! Se fosse o Santana que estivesse metido no caso PT/TVI, já tinha sido demitido duas vezes pelo Presidente da República!
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