Chevrolet Spark
Um citadino pequeno e agradável, mas não lhe peçam muito mais - vídeo
por António Mendes Nunes, Publicado em 19 de Março de 2010
A Chevrolet é uma marca americana que há muitos anos tinha grande prestígio em Portugal e vendia carros grandes. Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa, escreveu em 1928:
"Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra,
Ao luar e ao sonho, na estrada deserta,
Sozinho guio, guio quase devagar, e um pouco
Me parece, ou me forço um pouco para que me pareça,
Que sigo por outra estrada, por outro sonho, por outro mundo..."
A semana passada foi lançado no mercado português o Chevrolet Spark e já não apetece muito ir com ele para a estrada de Sintra ou para outra estrada qualquer galgar quilómetros, sozinho e sonhar. É um pequeno citadino (3,6 metros de comprimento) que convive bastante melhor com as ruas das cidades, com o arranque nos semáforos, com o pouco espaço que existe para se mover, para estacionar. Concorre dentro dos cinco portas, em preço e equipamento com alguns minicoreanos e japoneses (Nissan Pixo, Suzuki Alto, Kia Picanto, por exemplo), mas os seus grandes adversários no nosso mercado são o trio Citroën C1, Peugeot 107 e Toyota Aygo, embora estes ao preço do Spark só estejam disponíveis com três portas. O Faísca (tradução do inglês Spark) é notavelmente melhor que o seu antecessor, o Matiz, tem mais 2 cv de potência e polui bastante menos (119 g/km, contra 133 g/km do modelo anterior). Está disponível com o motor de 1000 cc e 1200cc, respectivamente com 68 cv por 9850 euros (versão menos equipada) e 81 cv (versão única) por 11 990 euros. Como extras, para além das várias jantes disponíveis, destaque para o controlo electrónico de estabilidade e de tracção, que custa 450 euros.
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