Segurança informática

Vírus informáticos à solta em aeroportos e motores de busca

por Ana Rita Guerra, Publicado em 19 de Março de 2010   
Olhe duas vezes antes de clicar num link no Google e pense três antes de ligar o seu perfil à rede Wi-Fi do aeroporto
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Dois telemóveis comprados na loja online da Vodafone trouxeram um extra que não estava previsto: um código malicioso pré-instalado cuja missão é roubar dados do cartão. No primeiro caso, reportado na semana passada, a Vodafone Espanha classificou o incidente como “isolado”. O problema é que o segundo telemóvel infectado foi comprado por um especialista em segurança informática, que o testou antes de começar a utilizar. Resultado: ambos os telemóveis vieram da loja infectados com o mesmo “malware”. Ontem ainda não havia explicação oficial para o sucedido. Mas o que realmente interessa é perceber que os códigos maliciosos, dos vírus aos programas para roubar passwords, vêm agora nos pacotes mais insuspeitos.

 

Cuidado com o motor de busca

A primeira coisa que a maioria dos cibernautas faz quando quer procurar alguma coisa é ir ao Google. No entanto, o maior motor de busca da internet não é responsável pela idoneidade dos links que apresenta nas páginas de resultados. Javier Ildefonso, director de marketing da especialista em segurança Symantec, dá o exemplo: “Na primeira página de resultados orgânicos [não patrocinados] de uma busca por ‘entrevista a tiger woods’ encontram-se vários links infectados”, cerca de 30% do total.
O responsável, que ontem apresentou em Lisboa a mais recente versão do software de protecção Norton 360, admitiu mesmo que os motores de busca são hoje uma das principais portas de entrada dos vírus e outros códigos maliciosos nos computadores pessoais. É que o site pode não parecer perigoso e levar o utilizador a clicar onde não deve. Ou então apresentar uma página de “downloads”, até de software antivírus, que não são mais que programas falsos. Programas como o Norton e o McAfee avisam com uma bola verde ou vermelha se o site é fiável ou não.

 

Vírus em Aeroportos

 O alerta já tinha sido dado há dois anos, quando um estudo revelou que muitas redes sem fios nos aeroportos norte-americanos eram vulneráveis. Ontem Javier Ildefonso voltou a frisar este perigo, referindo os casos de infecção que aconteceram no aeroporto de Chicago. Se ligar o portátil e lhe aparecer uma rede com o apetecível nome “Free Wi-Fi”, acredite: o mais provável é que seja uma armadilha.



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