"Numa situação destas, o que eu desafio José Sócrates é responder, em pessoa, às perguntas da comissão parlamentar de inquérito, seguindo o exemplo de outros líderes europeus", disse Paulo Rangel.
"Há um clima de promiscuidade entre interesses públicos e privados, até de paternalismo", lamentou o candidato à liderança do PSD, afirmando que o partido da oposição ocupa uim lugar fundamental na tarefa de "descolonização do estado".
Paulo Rangel apresenta amanhã a sua moção de estratégia, integrada na campanha ao lugar de presidente do Partido Social Democrata.
"Não concordo com a proposta de demissão do Procurador-geral da República. Se responsabilizarmos Pinto Monteiro estamos a desresponsabilizar Sócrates", disse, sobre a questão das escutas relacionadas com o processo Face Oculta.
O candidato à liderança do PSD considera que a apresentação do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) do governo deveria ser feita directamente em Bruxelas, e não submetido à votação da Assembleia da República. Em entrevista à RTP, o candidato à presidência do PSD afirmou que "Se o governo tivesse decência assumiria o PEC como seu".
"O governo, ao sujeitar o PEC a uma votação, está a tentar transferir responsabilidades à oposição", acrescentou Paulo Rangel.
O PSD deve apresentar as alternativas, "ser uma oposição forte e separar as águas" e libertar o país do peso da dívida e outra é a confusão entre interesses públicos, privados e até partidários", disse Rangel. "O PS está envolvido de uma forma ou de outra num conjunto de casos em que o aparelho do governo tomou partido em alguns casos de empresas", avaliou.




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