O Governo aprovou hoje a Estratégia Nacional para a Energia até 2020, plano que define como objetivos a criação de 120 mil empregos e a redução de dois mil milhões de euros em importações de petróleo.
A resolução foi apresentada no final do Conselho de Ministros, em conferência de imprensa, pelo titular da pasta da Economia, Vieira da Silva, que estimou que a estratégia energética nacional tenha um impacto no Produto Interno Bruto (PIB) na ordem de 1,7 por cento.
Segundo Vieira da Silva, a estratégia aposta no aumento da produção de recursos energéticos endógenos, de forma a aumentar a independência neste setor, na promoção da rede de abastecimento dos veículos elétricos, na eficiência energética e na redução das emissão de gases poluentes.
A par da resolução, o Conselho de Ministros aprovou um decreto que permite reforçar em 400 megawatts a capacidade dos parques eólicos já instalados, o que, segundo Vieira da Silva, poderá representar um investimento na ordem dos 400 milhões de euros.
O Governo aprovou ainda um segundo decreto que cria o Fundo de Eficiência Energética, que terá um capital inicial de 1500 milhões de euros e que se destina a incentivar cidadãos e empresas a alterarem os hábitos de consumo, através do apoio a projetos na área da eficiência energética.
Na área do ambiente, o Conselho de Ministros aprovou uma resolução sobre a Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas, documento programático que pretende definir as linhas de ação a desenvolver nos próximos anos.
A estratégia ambiental assume como objetivos a informação e o conhecimento, a redução de vulnerabilidades ambientais, a sensibilização e a cooperação internacional.
PMF
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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