A Comissão Europeia considerou hoje "normal, lógico e prudente" que a Grécia admita recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para ajuda financeira.
"É normal que o primeiro ministro não exclua nenhuma opção", afirmou Amadeu Altafaj Tardio, porta-voz da Comissão Europeia.
O primeiro ministro grego, Georges Papandreou, admitiu quarta feira, em Bruxelas, recorrer ao FMI para encontrar ajudas financeiras, se não for possível um apoio europeu.
Durante uma conferência de imprensa, ao lado de José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão, Papandreou disse que se a Grécia tiver de se "endividar a taxas de juro extremamente elevadas" para refinanciar a sua dívida, "todas as opções são possíveis, nada está excluído".
"Para um político responsável pelo destino do seu país, parece-me que isso é normal, lógico e prudente", acrescentou.
"Dito isto, esperamos que o Conselho Europeu tenha conversações frutuosas" para ajudar a Grécia, se necessário, na cimeira que decorrerá em Bruxelas a 25 e 26 de Março, adiantou.
Durão Barroso afirmou quarta feira que a Comissão está "pronta" a ajudar a Grécia e disse esperar que os Estados membros estejam de acordo caso um pedido nesse sentido seja feito.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico




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