As famílias portuguesas viram o seu crédito malparado crescer 2,74 por cento em janeiro para 1,9 mil milhões de euros, quando o incumprimento em dezembro tinha aumentado 2,65 por cento, revela o Boletim Estatístico do Banco de Portugal.
O documento do banco central refere também que esta tendência foi generalizada no mês de janeiro, com as empresas e as famílias de denotarem "maiores dificuldades" em pagar os empréstimos contraídos.
O crédito malparado à habitação tem um peso de 1,72 por cento no conjunto dos empréstimos concedidos, representando 1,9 mil milhões de euros, enquanto que o consumo representou 6,78 por cento no mês janeiro, contra 6,56 por cento verificados no mês de dezembro.
O crédito ao consumo também registou um agravamento, representando cerca de 1,1 mil milhões de euros no final de janeiro.
Em dezembro obsevou-se uma melhoria na evolução do crédito de cobrança duvidosa por parte das famílias, em comparação com o mês de novembro (1,97 mil milhões e um peso de 1,78 por cento do total dos emprèstimos, respetivamente), salienta o boletim.
Nas empresas a evolução do crédito malparado também piorou ao atingir 4,14 por cento no mês de janeiro.
No conjunto, as empresas deixaram para trás dívidas de crédito bancário de 4,88 mil milhões de euros.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico




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