38 % das morte prematuras na classe médica resultam de
suicídios. A informação é avançada hoje no
Diário de Notícias. De acordo com especialistas citados pelo jornal, o stress, as
responsabilidades e o excesso de
horas de
trabalho podem ser as causas que mais contribuem para a síndrome de
exaustão entre a classe médica, que “é impossível dissociar” do suicídio.
Carlos Arroz, do Sindicato Independente dos Médicos, sublinha ainda o facto das taxas de divórcio,
depressão e
suicídio serem “maiores entre os médicos”.
A Ordem já criou um grupo de trabalho para analisar este assunto. As primeiras conclusões surpreenderam os
psicólogos do grupo: há muitos médicos a automedicar-se, tendo já desenvolvido dependências de
calmantes e
antidepressivos, e há ainda profissionais com
problemas de consumo de álcool e drogas. As acções de sensibilização “mostram uma realidade pior da que estavam à espera”, refere o psicólogo David Barreira ao DN.
Segundo os resultados de um
inquérito realizado junto de um grupo de
anestesistas, mais de metade dos profissionais padeciam de cansaço emocional, 45% não se sentiam profissionalmente
realizados e 90% dos inquiridos sofria de
despersonalização - três sintomas que caracterizam o síndrome de
exaustão.
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