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Tailândia: embaixada portuguesa aconselha confirmação dos voos devido a protestos

Publicado em 17 de Março de 2010   
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Os protestos anti-governamentais na Tailândia não têm colocado em causa a segurança e ordem pública, disse hoje à Agência Lusa o embaixador português que aconselha apenas os cidadãos nacionais a confirmarem os seus voos com destino a Banguecoque.

Contactado telefonicamente pela Lusa a partir de Macau, o embaixador de Portugal na Tailândia, António de Faria e Maya, referiu que estão inscritos 195 cidadãos nacionais naquela representação diplomática e que, até ao momento, “os protestos não afetaram portugueses”.

“O quotidiano em Banguecoque e nas restantes cidades da Tailândia tem-se desenrolado com toda a normalidade, com a exceção de alguns locais de concentração dos manifestantes, em que se regista o congestionamento de algumas vias”, explicou.

Sem haver relatos de confrontos nos protestos, que não chegaram, até ao momento, a colocar em causa a segurança e a ordem pública da capital tailandesa e do próprio país, o embaixador português aconselha apenas os cidadãos nacionais com viagens marcadas para a Tailândia a confirmarem os seus voos antes do embarque, “apesar dos aeroportos estarem a funcionar em pleno”, garante.

António de Faria e Maya sublinha que os conselhos da embaixada “não colocam em causa as reservas com destino à Tailândia já efetuadas” ao observar que “é conveniente evitar os locais, perfeitamente identificados, de concentração de manifestantes”.

A embaixada de Portugal em Banguecoque não tem nenhum funcionário em permanência após o seu encerramento, mas partilha uma propriedade com a residência do embaixador, que aconselha quem precisar de ajuda durante a noite a contactar os serviços, que “têm ligações telefónicas em rede e com gravação”.

Por outro lado, realça, todos os hotéis e guias turísticos indicam os contactos da embaixada de Portugal na capital tailandesa, bem como o portal eletrónico das comunidades portuguesas.

Os "camisas vermelhas", que reclamam a demissão do governo tailandês, manifestaram-se hoje junto da residência do primeiro ministro, onde espalharam alguns litros do seu próprio sangue.

Depois dos 100 mil manifestantes no domingo à noite, o movimento de contestação está a perder alguma força e, a manifestação de terça feira não contou com mais de 50 mil participantes.

Hoje de manhã, os manifestantes não ultrapassavam os 10 mil, número suficiente para bloquear completamente a avenida central de Sukhumvit, principal artéria da capital.

António de Faria e Maya salientou em declarações à Lusa que “o movimento assinala divergências internas, não só do ponto de vista da estratégia como do próprio ideário, o que tem contribuído para enfraquecer a própria coesão da oposição ao Governo” tailandês.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.



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