PSD
Nuno Morais Sarmento apoia Paulo Rangel à liderança
Publicado em 17 de Março de 2010
Presidente do Conselho de Jurisdição do PSD, Morais Sarmento diz ao i que Paulo Rangel "é o único que oferece um destino ao país"
Ex-ministro de Durão- Barroso e Santana Lopes, o actual presidente do Conselho de Jurisdição do PSD, Nuno Morais Sarmento, apoia o candidato a líder, Paulo Rangel. Em declarações ao i, faz questão de salvaguardar “o respeito e a amizade de 30 anos com Aguiar-Branco”. Mas, acrescenta, Paulo Rangel “é dos três candidatos o único que é capaz de apresentar um caminho e um destino para os sacrifícios e as dificuldades que os portugueses vão ter de suportar nos próximos anos”.
Sarmento garante também ao i que Rangel é “o único capaz de vencer ao eng. José Sócrates e ao Partido Socialista”. É aquilo a que chama de “condição de vitória” e que vem só em segundo lugar na sua ordem de prioridades. A primeira condição é, repete, a essencial: “Paulo Rangel é o único com uma vocação e uma mensagem que pode levar os portugueses a aceitarem os sacrifícios que são indispensáveis num momento de crise como a que vivemos”.
Ainda ontem o eurodeputado social-democrata defendia a suspensão do novo aeroporto e da nova travessia do Tejo e “outras obras megalómanas”. Segundo Rangel, estes investimentos públicos “só vêm aumentar os impostos dos portugueses, penalizando-os em necessidades básicas como a saúde e a educação”.
Em aparente sintonia com a declaração de apoio de Morais Sarmento à sua candidatura, Paulo Rangel acrescenta: “É uma contradição pedir mais sacrifícios aos portugueses e depois continuar a insistir em obras que ninguém compreende.”
Comportando-se como candidatos a primeiro-ministro, os concorrentes na corrida a líder do PSD apresentaram ontem várias propostas ao país. Pedro Passos Coelho, por exemplo, defendeu a criação de “um programa com carácter nacional” que converta o tempo dedicado pelos reformados ao voluntariado numa “espécie de crédito concedido pelo Estado que eles possam transmitir aos seus filhos ou aos seus netos”.
Já José Pedro Aguiar-Branco assumiu a sua posição de líder da bancada parlamentar do PSD e adiantou que irá aconselhar aos deputados social-democratas uma posição sobre o Programa de Estabilidade e Crescimento que tenha em conta “o interesse nacional e a necessidade de um consenso”. Ainda segundo Aguiar-Branco, a bancada parlamentar irá debruçar-se “conscienciosamente” sobre o documento, adoptando depois “uma posição responsável, consciente e de acordo com o interesse nacional”. Mais: “Espero que este documento permita obter um largo consenso porque tal é importante para o país.”
De regresso à discussão da chamada lei da rolha – que proíbe críticas internas dois meses antes de eleições e foi aprovada no congresso em Mafra, por proposta de Santana Lopes –, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que “o PSD foi a reboque do PS”. Isto porque, acrescentou o comentador político, o PS “era o único caso de partido que tinha uma regra” deste tipo nos seus estatutos, prevendo “expressamente a expulsão por violação de programa, de estatutos, de linha política e até de decisão de um órgão do partido”.
De acordo com Marcelo, a norma aprovada é constitucional, mas “o PSD cometeu o erro de copiar e ir a reboque do PS, incluindo uma matéria disciplinar especificamente nos estatutos e prevendo uma sanção que é a mais grave, a expulsão”.
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