Ministro da Economia acredita que reforçou condições para aumentar rating de Portugal

Publicado em 16 de Março de 2010   
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O ministro da Economia considera que após a apresentação do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) reforçou as condições para que as agências internacionais mantenham ou subam o rating de Portugal.

"O que nós temos visto e ouvido até agora são as organizações internacionais a pronunciarem-se de uma forma muito positiva. Assim aconteceu com as primeiras referências da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico], da Comissão Europeia" e "o presidente da Zona Euro fez uma apreciação extremamente positiva do programa e das intenções, metas e objetivos do Governo", disse Vieira da Silva à margem de uma audição na comissão parlamentar de assuntos económicos.

"Creio que este é um momento de reforço dessas condições [para que as agências de rating mantenham ou subam o rating de Portugal]", salientou o ministro, lançando de seguida um apelo generalizado.

"Obviamente que será ainda mais forte se tiver, do ponto de vista nacional, a compreensão dos portugueses, das forças políticas e sociais, no sentido de que é preciso seguir este caminho", alertou.

Questionado sobre que medidas adicionais seriam necessárias caso estas não convençam as agências de rating, Vieira da Silva falou em "reforço de confiança".

"Uma das áreas fundamentais é precisamente um reforço de confiança, uma compreensão por parte da sociedade portuguesa de que este não é um problema do Governo, é um problema do país", adiantou.

O ministro apontou, ainda assim, outras formas de ajuda. "Obviamente que o crescimento económico, a recuperação da atividade exportadora serão também ajudas para credibilizar este trajeto", concluiu.

A agência de notação financeira Ficht admitiu há uma semana que poderá vir a cortar o rating da dívida soberana de Portugal caso considere "insuficientes" as medidas do PEC para a consolidação orçamental.

Apesar de manter Portugal debaixo de uma "perspetiva negativa", a Ficht, no entanto, salienta que, ao contrário de Espanha, Portugal não teve "nenhuma bolha imobiliária", tem um sistema bancário "saudável" e o risco de contágio da Grécia a Portugal e a Espanha "não é elevado".

Uma notação negativa significa, entre outras consequências, que Portugal pagará mais caro o financiamento que venha a necessitar.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 



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