Vasconcellos acusa Balsemão de “incompetência” na gestão da Impresa

por Adriano Nobre, Publicado em 16 de Março de 2010   
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O presidente do grupo Ongoing, Nuno Vasconcellos, acusou hoje o presidente do grupo Impresa de “incompetência” na gestão da holding que detém meios de comunicação como a SIC, o Expresso e a Visão e da qual a Ongoing é accionista.
Enquanto explicava as razões pelas quais a Ongoing propôs um aumento de capital na Impresa – para ficar com 50% do grupo e partilhar com Balsemão a gestão da holding – , Vasconcellos explicou que “é natural” que esteja “preocupado” com a situação financeira da Impresa. “A OPV foi feita a 4,79 euros e em dez anos nunca se ultrapassou o preço médio de 1,94 euros por acção. E ontem estava a 1,46 euros. Em dez anos a Impresa não distribuiu dividendos e vale menos de metade do que valia. É natural que um accionista como eu se preocupe com isso, para além da amizade que tem com as pessoas”, começou por dizer Vasconcellos, defendendo que “aqui não há uma crise de dois ou três anos: aqui há incompetência”.
Garantindo que o aumento de capital na Impresa estabilizaria financeiramente o grupo e permitia “impedir o risco de uma potencial venda forçada de activos, que poderia verificar-se caso não houvesse aumento de capital”, Vasconcellos defendeu depois que “as empresas não podem depender dos bancos na sua totalidade”. “Não há independência editorial sem solidez financeira”, apontou.
E sobre as críticas de Balsemão à sua proposta de aumento de capital, o presidente da Ongoing garantiu que “a proposta não era um ataque”. “Propostas destas são feitas todos os dias no mercado de capitais”, esclareceu, defendendo estar “de consciência tranquila”. “ Se algum erro cometi, foi na avaliação do senhor presidente da Impresa, o que lamento”, afirmou. Quanto às palavras do director do Expresso sobre a alegada tentativa da Ongoing de “descaracterizar” o grupo Impresa, Vasconcellos foi peremptório: “Não falei com ele sobre a nossa proposta portanto essa afirmação só pode se colocado ao nível do delírio.”

 



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