Vasconcellos: PT ficou em mãos nacionais graças à Ongoing
por Adriano Nobre, Publicado em 16 de Março de 2010
O presidente da Ongoing Investments, Nuno Vasconcellos, defendeu hoje que foi “graças a accionistas como a Ongoing” que a Portugal Telecom “não foi desmantelada, com o risco de comprometer postos de trabalho e deixar de estar em mãos nacionais”.
Durante a sua audição na comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura, que está a avaliar o exercício da liberdade de expressão em Portugal, o presidente da Ongoing, accionista da PT, garantiu a intenção de “defender o bom nome” da empresa e “corrigir as inverdades que têm sido insistentemente escritas e ditas” sobre a Ongoing, nomeadamente no que respeita à alegada participação do grupo no “plano” do governo para condicionar os media em Portugal. "A Ongoing nunca foi alvo de investimentos directos ou indirectos do fundo de pensões da PT", esclareceu, a propósito das suspeitas em torno dos negócios entre a Ongoing e a PT.
“Não sou político e não sou jornalista. Sou empresário com muito orgulho. Tenho por objectivo criar valor para os meus accionistas e valor para o meu país. É isso que procuro fazer desde que assumi os negócios da minha família”, garantiu, explicando que a criação da Ongoing teve por base o histórico empresarial da Sociedade Nacional de Sabões, detida pela sua família, e que já chegou a integrar o capital accionista da Sojornal, “empresa que hoje controla a Impresa”. “O meu pai [Luiz Vasconcellos] era um pequeno accionista da Sojornal, mas representava também a minha mãe [Isabel Rocha dos Santos], que era a segunda maior accionista com mais de 20%. E o meu pai foi um dos fundadores da Sojornal”, explicou.
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