O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, disse hoje, em Bruxelas, que a Portugal está numa situação "delicada" que o impede de suportar o aumento da sua dívida pública associado a um eventual empréstimo à Grécia.
"Eu acho que Portugal está numa situação delicada que dificilmente poderá suportar aumentos da sua dívida pública para acudir à Grécia", disse Fernando Teixeira dos Santos no final de uma reunião dos ministros das Finanças da União Europeia (UE).
O ministro sublinhou que Atenas "ainda não pediu apoio a ninguém" e que, neste momento, "é importante que coletivamente, ao nível dos países da Zona Euro, haja uma decisão clara de disponibilidade para apoiar a Grécia, caso ela venha a necessitar".
Os ministros das Finanças da Zona Euro acordaram segunda-feira à noite as grandes orientações de um plano de ajuda financeira à Grécia, para aplicar em caso de necessidade, sem revelarem, porém, muitos detalhes.
O volume das medidas acordadas não foi decidido, mas fontes europeias avançam com um montante entre 20 e 25 mil milhões de euros.
"A solução para a qual se aponta é a solução com base em empréstimos bilaterais", precisou o ministro das Finanças português, acrescentando que "as condições serão as do mercado" e os parâmetros de referência definidos pelo FMI.
O presidente do Eurogrupo, o luxemburguês Jean-Claude Juncker, disse, à saída da reunião do Eurogrupo, que foram "clarificadas as modalidades técnicas que permitirão uma ação coordenada".
Este plano de ação, que tem de ser aprovado pelo chefes de Estado e de Governo numa das suas próximas cimeiras, "pode ser ativado rapidamente se for necessário ", acrescentou.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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