Teixeira dos Santos desmente Filipe de Botton no caso “Penedos”

por Luís Reis Ribeiro, Publicado em 16 de Março de 2010   
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Os accionistas da REN (Redes Energéticas Nacionais), na qual o Estado português tem uma participação, nunca abordaram a questão do prémio de José Penedos, o presidente da empresa, entretanto suspenso de funções, na assembleia geral de segunda-feira, garantiu Fernando Teixeira dos Santos, ministro das Finanças. Mas o pagamento de bónus continua em aberto.
Em declarações aos jornalistas, esta manhã, em Bruxelas, antes da reunião do Ecofin (Conselho europeu dos ministros das Finanças e Economia), o ministro considerou “estranho que um privado que esteve na assembleia geral [da REN] e que, aparentemente, não falou do caso do engenheiro José Penedos, venha cá para fora falar nisso”. “Não lhe fica bem”, atirou.
Filipe de Botton, que representa a Logoenergia na REN, disse que a Parpública (empresa que gere a participação do Estado) propôs um bónus a José Penedos relativamente ao desempenho de 2009, justamente o ano em que o nome deste gestor foi envolvido no processo Face Oculta.
Ontem, a administração da REN desmentiu prontamente as declarações de Botton. Este, no entanto, viria a reafirmar todas as suas palavras quando foi confrontado pela Lusa.
O ministro explicou que “o que foi discutido foi uma redução dos prémios, de 12 meses para 6 meses [...] dos administradores da REN e não foi mencionado sequer o nome do engenheiro José Penedos". Teixeira dos Santos ainda não decidiu como vai votar essa proposta. Hoje disse apenas que “o Estado pronunciar-se-á no momento oportuno”.

* em Bruxelas



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