Procurador de Aveiro diz que Vara utilizou "linguagem cifrada" nas conversas com o empresário Manuel Godinho, detectadas nas escutas do caso Face Oculta
Os procuradores do caso
Face Oculta consideraram as explicações de Armando Vara, nas escutas telefónicas, como semelhantes às utilizadas por traficantes. Segundo avança o
Diário de Notícias, o
Ministério Público de
Aveiro, em resposta ao recurso apresentado pelos advogados de Vara, diz que as expressões usadas pelo ex-administrador do
BCP “fazem lembrar” as explicações dadas por
traficantes. Para o procurador
João Marques Vidal, a utilização de “
linguagem cifrada” por Vara nas conversas detectadas mostra que “estava bem ciente dos problemas e intenções” do empresário de Ovar, Manuel Godinho.
Escreve o procurador de
Aveiro que expressões como “25km” - utilizadas em conversas entre
Armando Vara e
Manuel Godinho – querem dizer na verdade “25 mil euros” que o sucateiro terá alegadamente dado a Vara como pagamento de luvas. Expressões que, diz o
Ministério Público, “fazem lembrar” outros casos “para explicar encomendas de lençóis da branca e da escura como encomendas de materiais
têxteis”, referindo-se a justificações em casos de
tráfico de
droga.
O jornal avança ainda que nos autos do processo estão registados oito encontros entre Armando Vara e
Manuel Godinho e que uma lista apreendida ao empresário mostra Vara como a pessoa que em 2004 e 2006 recebeu “prendas de maior importância” do
sucateiro.
Armando Vara está indiciado no processo
Face Oculta por um crime de tráfico de influência. Manuel Godinho é o único detido do caso até agora.
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