Mais de 28 mil pessoas visitaram em duas semanas a exposição "Sem Rede", de Joana Vasconcelos, com um conjunto de peças criadas nos últimos 15 anos, patente no Museu Colecção Berardo, em Lisboa.
Fonte do museu disse à agência Lusa que desde a data da inauguração passaram pelo espaço 28 330 visitantes para ver a primeira exposição antológica da artista plástica portuguesa, com 37 peças, espalhadas pelos pisos -1, zero, e no exterior do museu, no Jardim das Oliveiras.
"Sem Rede" tem atraído milhares de pessoas, e durante o fim de semana, apesar de o sol ter brilhado em Lisboa, os visitantes aguardaram em longas filas no interior do museu para poder ver a exposição.
A exposição de Joana Vasconcelos já recebeu mais visitantes em duas semanas do que a mostra "Amália, Coração Independente", que esteve patente no Museu da Electricidade e no Museu Colecção Berardo sobre a vida e obra da diva do fado falecida há dez anos.
Nas primeiras duas semanas, "Amália, Coração Independente" recebeu 21 109 entradas.
"Contaminação", com 15 metros, "O Senhor Vinho" e "A Noiva", um lustre feito com vinte mil tampões higiénicos femininos escolhido, "Coração Independente", "Jardim do Éden (Labirinto)", "Flores do Meu Desejo", "Sofá Aspirina" e "Cama Valium", são algumas das criações que podem ser vistas no museu.
A ideia não foi mostrar toda a produção, mas as peças mais importantes e que ilustrassem as diversas áreas do trabalho de Joana Vasconcelos, mais conhecida do público pelos trabalhos em croché.
Recentemente, dois sapatos gigantescos criados com os tradicionais tachos portugueses - símbolo da conjugação do glamour e da vida doméstica feminina - foram vendidos em Londres num leilão da Christie´s por mais de 500 mil euros.
"Sem Rede" vai estar patente no Museu Colecção Berardo até 18 de maio.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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