Funcionária consular norte-americana morta por cartel de Juarez, no México

Publicado em 15 de Março de 2010   
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Assassinos ligados ao cartel da droga de Juarez são os presumíveis responsáveis pela morte de uma funcionária consular norte-americana em Ciudad Juarez e do seu marido, revelou domingo o governo regional do Estado Chihuahua, no norte do México.

Os assassinos mataram também o cônjuge mexicano de uma outra colaboradora do consulado, indicou a mesma fonte.

Com “informações trocadas com agências federais norte-americanas”, o inquérito orienta-se para agressores “que pertencem ao bando +Os Astecas+”, assassinos a soldo do cartel de Juarez”, referiu o governo regional num comunicado.

As três vítimas foram abatidas sábado em Ciudad Juarez, situado na fronteira com o Estado norte-americano do Texas, quando regressavam de automóvel às suas casas, explicou um responsável norte-americano.

Uma funcionária do consulado dos Estados Unidos e o seu marido, ambos norte-americanos, circulavam com a sua filha quando foram alvejados, mas a criança não ficou ferida.

O cônjuge mexicano de uma outra funcionária do consulado foi abatido num ataque separado.

Mais cedo, Washington tinha acusado os cartéis de droga de serem responsáveis por estes assassínios, sem poder determinar de imediato “se as vítimas foram visadas deliberadamente”.

O departamento de Estado norte-americano autorizou a partida, por razões de segurança, de todos os membros norte-americanos de famílias do pessoal consular ao longo da fronteira comum, mais de 3.000 Km, da Califórnia ao Texas.

No México, a guerra entre os cartéis pelo controlo do tráfico de droga e o abastecimento do enorme mercado dos Estados Unidos fez mais de 15.000 mortos nos últimos três anos, apesar do destacamento de mais de 50.000 militares para apoiar a polícia.

Ciudad Juarez é um dos principais palcos dos confrontos.

A cidade com 1,3 milhões de habitantes registou mais de 2.600 homicídios em 2009.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 



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