O secretário geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou hoje um "desastre anunciado" o Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) apresentado pelo Governo, pela ausência de credibilidade das metas assumidas e pela "subserviência a Bruxelas".
"Não é um plano de estabilidade e crescimento. É um plano de instabilidade e retrocesso", afirmou Jerónimo de Sousa no Fórum da Maia, no comício comemorativo do 89º aniversário do PCP.
Na opinião do líder comunista, "não há uma ponta de brio patriótico" no PEC e é de "credibilidade zero" a previsão de défice em 2013 correspondente a 2,8 por cento do PIB.
"Como é possível reduzir o défice de 9,3 para 2,8 por cento em 2013 sem comprometer o futuro do país?", questionou, sublinhando que "o défice não era problema quando se tratou de salvar a banca".
Jerónimo de Sousa acusou PS, PSD e CDS de terem chorado "lágrimas de crocodilo" na campanha eleitoral, com promessas de apoio aos que mais sofreram com a crise, nomeadamente os desempregados
"Foi um amor de verão. Deu-lhes forte, mas passou-lhes depressa", disse, provocando risos entre as centenas de pessoas que enchiam o Fórum da Maia com bandeiras vermelhas.
O líder do PCP acusou também o Governo de pretender "vender ao desbarato" 32 empresas de setores estratégicos para o país, e perguntou o que vai ser quando não houver mais nada para vender.
"Depois de 50 mil milhões de euros de receitas das privatizações, o país está mais injusto, mais desigual e mais dependente", frisou.
Jerónimo de Sousa prometeu que o PCP não se vai calar nem deixar vencer pelos opositores, mantendo-se "comunista e português, porque não quer deixar cair o sonho".
"O PCP é um partido à medida da sua história. Nestes 89 anos, sempre houve uma chave do segredo: a ligação ao povo", salientou.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico




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