Manuela Ferreira Leite aprova PEC de Sócrates

por Ana Sá Lopes, Publicado em 13 de Março de 2010   
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“A nossa posição é decisiva para tranquilizar os mercados”. A líder do PSD anunciou ontem em Mafra que o PSD dará o aval ao Plano de Estabilidade e Crescimento apresentado pelo governo. Apesar de reconhecer que as medidas “só são necessárias porque a política errada deste governo as tornou inevitáveis”, Manuela colocou como primeiro valor a “responsabilidade”. 
No discurso de abertura do Congresso, Manuela Ferreira Leite repetiu vezes sem conta o mesmo mote: tinha razão antes de tempo. Chegou a ler um discurso de há dois anos onde o nível de endividamento já aparecia como um risco grave. “Os portugueses têm que gerir uma desilusão. Acreditaram no que era propaganda sem adesão à realidade. Sempre dissemos que esta política estava a conduzir-nos para o abismo”, disse a líder. “Sabíamos que a história nos ia dar razão, mas sabíamos os enormes custos de ter razão antes de tempo”. A derrota eleitoral foi aflorada com o mínimo de amargura: “Em democracia os eleitores têm razões que não se discute. Por isso, não o faço. Não discuto. Mas lamento por Portugal”.
Sobre o PSD, Manuela lamentou que tenha sido associada a comissão política nacional à proposta de redução do congresso para um só dia. “Não aceito que tenha sido sugerido que a CPN tenha intervido numa hipotética alteração da ordem de trabalhos. Acredito que o objecto do congresso é discutir o futuro do país e do partido. Os temas são importantes que o tempo não é demais”.
Manuela acabou a fazer uma espécie de manifesto contra o aparelhismo, afirmando que “os militantes não podem ser olhados como joguetes de interesses individuais ou de grupos”. Pediu a “independência do Estado”, contra a manipulação partidária de que “a tentativa do controlo da TVI pela PT é exemplo”.


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