A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, disse hoje que Governo propõe no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) aumentar impostos a pelo menos três milhões e meio de portugueses.
Numa intervenção no início do XXXII Congresso do PSD, em Mafra, Manuela Ferreira Leite apelidou o PEC de "programa de estabilidade e estagnação" e recusou contribuir para um consenso sobre medidas que "só são necessárias porque a política errada deste Governo as tornou inevitáveis".
Apesar disso, considerou que "neste momento a posição do PSD é decisiva para tranquilizar os mercados".
De acordo com Manuela Ferreira Leite, as medidas contidas no PEC "são as medidas adequadas a uma situação desesperada" que é da responsabilidade da governação socialista que andou "a vender perspetivas sem sentido" aos portugueses.
"Só por desespero se podem aumentar impostos a pelo menos três milhões e meio de portugeses afirmando com a maior desfaçatez que não há aumento de impostos. Só por desespero o Governo propõe reduzir as despesas sociais quando não há melhoria no nível de desemprego", criticou.
A ex-ministra das Finanças referiu-se também à "lista apressada de privatizações" proposta no PEC, dizendo que dá razão aos seus avisos de que Portugal estava a perder a sua independência económica.
Ferreira Leite lamentou que não tivessem ouvido os seus avisos, acrescentando. "Agora reclamam consenso aos partidos da oposição. Consenso sobre quê? Consenso sobre as medidas a aplicar? Não. Estas medidas só são necessárias porque a política errada deste Governo as tornou inevitáveis".
"O consenso que demos responsavelmente aos instrumentos necessários para acalmar as instituições financeiras internacionais não resulta de qualquer apreciação positiva dos documentos em causa ou das medidas preconizadas. Resulta de neste momento não haver outra solução perante as instituiçoes ineternacionais. Ou seja, resulta exclusivamente do nosso entendimento sobre o que significa o intrerese naiconal", disse.
"Neste momento a posição do PSD é decisiva para tranquilizar os mercados", considerou.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.




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