O ex-líder do PSD Pedro Santana Lopes afirmou hoje esperar que o "bom senso" prevaleça e se mantenham os dois dias de trabalhos inicialmente previstos para o XXXII Congresso do partido, que se realiza em Mafra.
"Espero que o bom senso prevaleça, acredito que vai prevalecer, houve muita conversa ao telefone ontem à noite", afirmou Santana Lopes, em declarações aos jornalistas à chegada a Mafra.
A proposta de suprimir o segundo dia de trabalhos resultou de uma reunião entre o presidente da Mesa do Congresso, Rui Machete, e as quatro candidaturas à liderança do PSD que se apresentaram até este momento - de Passos Coelho, Aguiar-Branco, Paulo Rangel e Castanheira Barros - na sexta feira à tarde, mas Santana Lopes, promotor deste congresso extraordinário, já se mostrou contra esta hipótese.
Questionado se as conversas de que falou resultaram no recuo de algum candidato, Santana Lopes considerou que não se trata de recuar: "é as pessoas terem bom senso e acho que vai prevalecer esse bom senso".
Esta proposta deverá ser submetida a votação por Rui Machete hoje no início do XXXII Congresso do PSD, que foi suscitado por um requerimento subscrito por 2500 militantes, promovido pelo ex-presidente do partido Pedro Santana Lopes.
Santana Lopes disse ainda que espera falar ao congresso, não só sobre as suas propostas de alteração aos estatutos, como sobre um documento com pontos programáticos para o PSD.
"O que eu quero é que o partido as debata, as discuta, as assuma ou não, o partido precisa de discutir as suas causas, os estatutos sendo importante são uma questão secundária", disse.
Santana Lopes voltou a rejeitar qualquer hipótese de se candidatar à liderança, e não clarificou se manifestará apoio a algum dos candidatos já durante o congresso.
"Sou livre para o fazer aqui ou não fazer, quero ouvi-los", disse.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.




Rating: 0.0
Actividade em ionline