A subordinação das mulheres é uma "ameaça direta à segurança dos Estados Unidos", considerou hoje a chefe da diplomacia norte-americana, Hillary Clinton, num enérgico apelo à melhoria da condição das mulheres no mundo.
"O estatuto das mulheres no mundo não é apenas uma questão de justiça, é também um imperativo político, económico e social", afirmou a secretária de Estado norte-americana, num discurso que marcou o ponto mais alto da 54.ª sessão anual da Comissão das Nações Unidas sobre o Estatuto da Mulher (CSW, na sigla em inglês).
O discurso concluiu os 12 dias de trabalhos na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Foram adotadas sete resoluções com o objetivo de melhorar o futuro das mulheres, sobretudo em matéria económica, e de acabar com o seu sofrimento a vários níveis, como a mortalidade na maternidade e as mutilações genitais.
"É simples: o mundo não pode fazer progressos duradouros se as mulheres e as crianças estão privadas dos seus direitos e deixadas para trás", reiterou Hillary Clinton, que obteve muitos aplausos das delegadas da organização vindas de todo o mundo.
"Há ainda quem conteste a importância das mulheres para o progresso à escala local, nacional e mundial. Mas as provas são irrefutáveis. Quando as mulheres são livres de desenvolver os seus talentos, o mundo inteiro beneficia deles: mulheres, homens, meninas e meninos", afirmou ainda a secretária de Estado.
"A subordinação das mulheres é uma ameaça direta à segurança dos Estados Unidos. É também uma ameaça direta à segurança comum do nosso mundo", advogou, acrescentando que "o sofrimento das mulheres e a instabilidade das nações andam lado a lado".
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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