O Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) aplicou hoje a medida de coação de prisão preventiva ao alegado etarra detido na quinta feira em Lisboa, após ser interrogado durante a tarde pelo juiz Carlos Alexandre.
O alegado etarra detido na quinta feira deixou hoje às 17:05 o estabelecimento prisional da PJ, em Lisboa, para ser presente ao Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), onde será sujeito a primeiro interrogatório judicial.
Apesar de já estar distribuído, para apreciação, à 3.ª Secção Criminal do Tribunal da Relação de Lisboa o mandado de detenção europeu emitido pelas autoridades espanholas contra Andoni Fernández, o advogado José Galamba disse que teve indicação de que o suspeito de pertencer à organização separatista basca ETA vai ser interrogado pelo juiz Carlos Alexandre, do TCIC.
O advogado de Andoni Fernández, detido na quinta feira no aeroporto de Lisboa e com ligações à casa de Óbidos onde foi desmantelada em janeiro uma célula da organização separatista basca e onde foram encontrados centenas de quilos de explosivos, garantiu hoje que o seu cliente não quer ser extraditado para Espanha.
Andoni Fernández foi intercetado na quinta feira no aeroporto de Lisboa pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) com passaporte mexicano falso.
O advogado José Galamba disse aos jornalistas desconhecer de que crimes o seu cliente está indiciado, mas admitiu que tem ele ligações à casa de Óbidos.
A ETA é considerada uma organização terrorista pelas autoridades espanholas.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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