O candidato à liderança do PSD Paulo Rangel desvalorizou hoje as sondagens que dão vantagem ao seu adversário Pedro Passos Coelho dizendo que já fez "vários percursos eleitorais" e que está "habituado a viver com barómetros".
Em declarações aos jornalistas, no final de um almoço com o mandatário nacional da sua candidatura, António Capucho, em Belém, Paulo Rangel contestou que haja uma maioria de delegados ao congresso deste fim de semana afetos a Passos Coelho, considerando que "esses números são ilegítimos".
Questionado se pensa que o congresso extraordinário de Mafra pode diminuir a vantagem que as sondagens dão a Passos Coelho, Paulo Rangel respondeu: "Eu sinceramente estou habituado a viver com barómetros, já fiz vários percursos eleitorais da mais variada natureza e, portanto, não acho que isso seja importante".
O eurodeputado acrescentou que aquilo que espera do congresso de Mafra é "que seja um momento de grande, grande proximidade entre os portugueses e o PSD, que o descubram, no fundo, de novo como alternativa e uma solução para a situação difícil que vive o país".
Confrontado com a informação de que os delegados a este congresso são sobretudo afetos à candidatura de Passos Coelho, Paulo Rangel contrapôs que "essa informação tem base numa candidatura e não é propriamente certa".
"Em muitas secções só houve uma lista única, noutras não houve qualquer afetação, portanto, esses números são ilegítimos. Só faltava agora que num congresso que tem outras intenções, de análise da situação política, de debate estatutária, nós fossemos fazer refletir nos delegados o peso do voto nos candidatos à liderança", considerou.
"Eu não entro nessa via de tentativa de ligação dos delegados do congresso a candidatos nesta altura. Chegará a altura em que isso acontecerá: será nas eleições do dia 26 e nas eleições dos delegados ao congresso que terá de eleger a direção do partido. Aí sim, haverá afetação a listas e, aí sim, terão de se fazer as contas", concluiu o ex-líder parlamentar do PSD.




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