Professor que se suicidou tinha uma "fragilidade psicológica"

Publicado em 12 de Março de 2010   
Opções
a- / a+

O diretor regional de Educação de Lisboa espera que o inquérito instaurado numa escola de Fitares esclareça o caso de um professor que se suicidou e que era alegadamente gozado pelos alunos, mas sublinhou que o docente tinha uma “fragilidade psicológica” há muito tempo.

A Direção Regional de Educação de Lisboa (DREL) anunciou hoje de manhã a abertura de um inquérito urgente aos acontecimentos na escola básica 2.3 de Fitares, Sintra, que terão motivado o suicídio de um professor.

José Joaquim Leitão esteve esta manhã na escola e disse aos jornalistas que o inquérito vai ajudar a esclarecer se o suicídio foi uma consequência de atos de indisciplina, mas que “é do conhecimento público” que o docente apresentava uma “fragilidade psicológica já desde há muito tempo”.

“Neste momento, já estão a ser desencadeados os processos para que esse inquérito possa decorrer e possa esclarecer o que se passou e ajudar a escola a ultrapassar esta situação”, disse.

O diretor regional de Educação de Lisboa esteve reunido com os responsáveis da escola de Fitares onde lecionava um professor que se terá suicidado devido à indisciplina dos alunos.

O responsável considerou o “caso lamentável” e que neste momento os alunos “têm de ser objeto” da preocupação.

“Temos de nos esforçar para que estas situações possam ser ultrapassadas. Tratam-se de jovens que são na sua generalidade bons alunos e que não podem transportar na sua vida uma situação de culpa que os pode vir a condicionar pela negativa”, afirmou.

José Joaquim Leitão adiantou que embora a escola tenha meios próprios, “uma equipa de psicólogos da DREL está a articular” com o estabelecimento de ensino o acompanhamento psicológico a dar aos alunos.

Segundo os jornais Público e i, o professor, com 51 anos e licenciado em Sociologia, vivia com os pais em Oeiras e foi colocado nesta escola no início deste ano letivo. A 09 de fevereiro, o professor parou o carro na Ponte 25 de abril, em Lisboa, e atirou-se ao Tejo.

No seu computador pessoal, noticiam os dois diários, deixou um texto que afirmava: "Se o meu destino é sofrer, dando aulas a alunos que não me respeitam e me põem fora de mim, não tendo outras fontes de rendimento, a única solução apaziguadora será o suicídio".

De acordo com o i, os problemas do professor ocorreram com "um grupo de alunos do 9º ano", que o insultavam na aula, e que motivaram "pelo menos sete" participações do professor à direção da escola, "alertando para o comportamento de um aluno em particular".

 

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 



Qual a sua reacção:
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.

Notícia relacionada

Close