Ministro israelita da Defesa ordenou o cerco total da Cisjordânia por 48 horas

Publicado em 12 de Março de 2010   
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O ministro israelita da Defesa Ehud Barak ordenou o cerco total da Cisjordânia por 48 horas, a partir de hoje e até sábado à meia-noite, indicou um porta-voz do exército.

O cerco foi decidido “por motivos de segurança”, tendo em conta o risco de atentados, de acordo com esta fonte, e pode ser prolongado caso as autoridades assim o entendam.

O exército israelita cerca sistematicamente a Cisjordânia em cada festa judaica.

Esta é a primeira vez, em mais de um ano, que tal medida é tomada numa altura em que nenhuma celebração está prevista em Israel.

No entanto, o exército permitirá livre acesso nos dois sentidos entre Israel e Cisjordânia aos casos humanitários, bem como aos representantes de instituições religiosas e 550 professores, precisou o porta-voz.

Além disso, a polícia israelita destacou reforços para Jerusalém-leste e proibiu o acesso à esplanada das Mesquitas na Cidade Velha, aos homens com menos de 50 anos durante a grande oração de hoje.

Sexta feira passada, violentos confrontos na Esplanada provocaram várias dezenas de feridos, entre os quais 15 polícias.

A tensão subiu depois do ministério israelita do Interior ter autorizado a construção de 1.600 alojamentos num setor árabe de Jerusalém anexado por pelo Israel.

Desde o desencadeamento da segunda Intifada em setembro de 2000, a Cisjordânia é submetida diariamente ao cerco dos israelitas e apenas algumas dezenas de milhares de Palestinianos estão autorizadas a deslocar-se a Israel.

A Faixa de Gaza é isolada de Israel desde a conquista desde enclave, em junho de 2007, pelo movimento islamita Hamas.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico



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