O ministro israelita da Defesa Ehud Barak ordenou o cerco total da Cisjordânia por 48 horas, a partir de hoje e até sábado à meia-noite, indicou um porta-voz do exército.
O cerco foi decidido “por motivos de segurança”, tendo em conta o risco de atentados, de acordo com esta fonte, e pode ser prolongado caso as autoridades assim o entendam.
O exército israelita cerca sistematicamente a Cisjordânia em cada festa judaica.
Esta é a primeira vez, em mais de um ano, que tal medida é tomada numa altura em que nenhuma celebração está prevista em Israel.
No entanto, o exército permitirá livre acesso nos dois sentidos entre Israel e Cisjordânia aos casos humanitários, bem como aos representantes de instituições religiosas e 550 professores, precisou o porta-voz.
Além disso, a polícia israelita destacou reforços para Jerusalém-leste e proibiu o acesso à esplanada das Mesquitas na Cidade Velha, aos homens com menos de 50 anos durante a grande oração de hoje.
Sexta feira passada, violentos confrontos na Esplanada provocaram várias dezenas de feridos, entre os quais 15 polícias.
A tensão subiu depois do ministério israelita do Interior ter autorizado a construção de 1.600 alojamentos num setor árabe de Jerusalém anexado por pelo Israel.
Desde o desencadeamento da segunda Intifada em setembro de 2000, a Cisjordânia é submetida diariamente ao cerco dos israelitas e apenas algumas dezenas de milhares de Palestinianos estão autorizadas a deslocar-se a Israel.
A Faixa de Gaza é isolada de Israel desde a conquista desde enclave, em junho de 2007, pelo movimento islamita Hamas.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico




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