A construção da
nova sede da EDP em Lisboa está sob suspeita no processo Face Oculta. A notícia é avançada pelo
semanário Sol que faz referência a conversas telefónicas interceptadas nas quais
Domingos Paiva Nunes, um dos arguidos e então administrador da EDP Imobiliária, move influências no benefício de certas empresas.
Assim, o
Ministério Público imputa ao arguido um crime de participação económica em negócio, por combinar a adjudicação à empresa Consulgas, de Fernando Lopes Barreira, também arguido, dos trabalhos de fiscalização da obra na sede. Em causa está também a construção de um segundo edifício, na zona de
Cabo Ruivo, cujo concurso de fiscalização tem a participação da Consulgas
A sede da EDP e o imóvel de Cabo Ruivo serão em 2011 os dois únicos edifícios da EDP em Lisboa.
Contactada pelo Sol, a
EDP garante que “não foi lançada nenhuma consulta para a empreitada de construção. Quando estivermos nessa fase, será lançado um concurso internacional.”
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