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Congresso pode ser momento para começar a discutir revisão do programa e da Constituição - Passos Coelho

Publicado em 12 de Março de 2010   
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O candidato à liderança do PSD Pedro Passos Coelho considera que o congresso extraordinário de Mafra pode ser o momento para se começar a discutir a revisão do programa social democrata e da Constituição portuguesa.

Em declarações à agência Lusa, Passos Coelho disse também que vai aproveitar o congresso deste fim-de-semana para explicitar o seu projeto político e que entende não ser oportuno debater agora alterações aos estatutos do PSD.

"Este congresso insere-se objetivamente na lógica das eleições diretas e pretendo aproveitar a sua realização para poder intervir explicitando o projeto que defendo para o PSD e para o país", disse o ex-presidente da JSD.

"Pode ser um momento interessante para adiantar alguma coisa sobre a necessidade de rever o programa do PSD e sobre as linhas de força do PSD numa revisão constitucional. Já que temos o congresso, podemos aproveitar para trocar algumas ideias sobre isto", acrescentou.

Questionado sobre as alterações estatuárias que vão ser debatidas e votadas em Mafra, Passos Coelho defendeu que "nesta altura não seria muito conveniente estar a alterar as regras do jogo nem abrir um debate amplo sobre alterações estatutárias".

"O PSD precisa de uma reforma estatutária, mas não creio sinceramente que este seja o momento adequado para o fazer de uma forma abrangente e serena. Comprometo-me a, como presidente do PSD, agendar um conjunto de iniciativas a culminar num congresso estatutário", adiantou.

Segundo Passos Coelho, no congresso de Mafra a atenção dos sociais democratas "deve estar voltada para o país", que quer ouvir "o que o PSD tem a dizer sobre a forma de ultrapassar a crise e retomar um caminho de crescimento".

Passos Coelho foi o primeiro social democrata a anunciar que iria candidatar-se à liderança do PSD, em outubro do ano passado, na sequência da derrota do partido nas eleições legislativas de 27 de setembro.

A sua candidatura conta com os apoios, entre outros, de Carlos Carreiras, Marco António Costa, Fernando Ruas, Paula Teixeira Pinto, António Nogueira Leite, Miguel Horta e Costa, Miguel Relvas, Zita Seabra, Martins da Cruz, Virgílio Costa, Hermínio Loureiro e Fernando Negrão.

Suscitado por mais de 2.500 militantes, através de um requerimento promovido por Pedro Santana Lopes, o congresso extraordinário de sábado e domingo não é eletivo e nele não serão apresentadas e votadas moções globais nem setoriais.

O congresso de Mafra acontece cinco dias antes do final do prazo para a apresentação de candidaturas à liderança do PSD, que é no dia 19, duas semanas antes das diretas de 26 de março e tem na ordem de trabalhos a análise da situação política nacional e o debate e votação de propostas de alteração aos estatutos do partido.

Apresentaram-se até ao momento quatro candidatos à liderança do PSD: Pedro Passos Coelho, Paulo Rangel, José Pedro Aguiar-Branco e Castanheira Barros.

 



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