Famílias norte-americanas acabam 2009 mais ricas do que no início

Publicado em 11 de Março de 2010   
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As famílias norte-americanas chegaram ao fim de 2009 mais ricas do que estavam no arranque desse ano, o que aconteceu pela primeira vez em três anos, de acordo com informações publicadas hoje pela Reserva Federal (FED).

Segundo as tabelas de contabilidade dos Estados Unidos, a riqueza líquida das famílias norte-americanas (ou seja, a diferença entre o seu património e as suas dívidas) atingia os 54.176 mil milhões de dólares (cerca de 39.619 mil milhões de euros) no fim de dezembro, mais 5,4 por cento do que um ano antes.

A FED indica que o processo de desendividamento das famílias começou na primavera de 2008, um processo que se acelerou em 2009, à medida que o seu património aumentava.

Naquele ano, escreve o banco central, "o endividamento das famílias recuou 1,75 por cento", o que marca a primeira queda anual da dívida dos norte-americanos, pelo menos, desde 1951.

O aumento da taxa de desemprego, que engordou 2,3 por cento em 2009, fixando-se nos 10 por cento em dezembro (contra 9,7 por cento registados atualmente), evidencia que a riqueza não é um bolo que se reparte equitativamente.

Estes números denunciam uma nova progressão da população a viver abaixo do limiar de pobreza, que atingiu em 2008 o seu nível mais elevado dos últimos 11 anos, para os 13,2 por cento.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 

 



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