Os democratas no Senado norte-americano informaram hoje oficialmente que vão adotar a reforma da saúde sem o sufrágio dos republicanos, com uma maioria simples de 51 votos.
Para tal, o chefe da maioria democrata, Henry Reid, pretende recorrer a um processo a que chamou "reconciliação".
Este procedimento será utilizado para fazer adotar, com uma maioria simples, as correções pedidas pela Câmara dos Representantes ao plano de reforma adotado pelo Senado a 24 de dezembro, com 60 votos sobre cem.
"Muitos republicanos querem que nós ignoremos simplesmente o processo já alcançado, as discussões e as negociações que tivemos. Nós recusamo-nos a isso, vamos concluir o trabalho", escreveu Reid numa carta enviada hoje ao líder dos republicanos, Mitch McConnell.
"Temos a intenção de utilizar o processo de reconciliação orçamental, tantas vezes utilizado pelos republicanos", refere ainda o líder democrata.
Os elementos da reforma que poderão ser modificados pela via da "reconciliação" são todas as disposições que podem ter um impacto sobre o orçamento federal.
A reforma sofreu uma travagem brutal quando os republicanos venceram uma eleição parcial para o Senado a 19 de janeiro, o que retirou aos democratas a "super maioria" de 60 votos sobre cem, dando margem aos republicanos para fazer obstruções.
Os republicanos pensam que a reforma, tal como foi apresentada pelos democratas, irá provocar aumentos nos impostos, um agravamento do défice e seria, em parte, financiada pelo corte dos benefícios fiscais dos idosos.
O plano da administração do presidente norte-americano, Barack Obama, pretende garantir uma cobertura dos cuidados médicos a pelo menos 31 milhões de cidadãos que estão excluídos do sistema de saúde.
A Casa Branca quer uma primeira votação até 18 de março mas existem ainda vários pontos a serem discutidos entre os democratas sobre o caminho a seguir.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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