Vanessa regressa

A adolescência quando não acaba

por Ana Sá Lopes, Publicado em 12 de Março de 2010   
Opções
a- / a+
Enternece-me tanto e tanto ver a Vanessa com os filhos... São três rapazes adolescentes, embora um deles tenha mais de 20 anos. São todos parecidos com o respectivo pai - o Toninho com o António, o Bernardo com o Júlio e o Gonçalo com o Zé -, os três homens a quem, em diferentes alturas da vida e pelas inexplicáveis razões de sempre, a Vanessa disse "sim" com a bênção de um notário.

Com a mãe parecem-se apenas num je ne sais quoi. Pensando bem, esse je ne sais quoi existe porque a mãe, invertendo a ordem natural, se parece excessivamente com eles: naquela casa em toda a gente palpita o ímpeto furioso da adolescência. 

- Olhem que isto não acaba nunca [geme a Vanessa nos dias mais teen].

- Fogo, mãe! Algum dia isto tem que acabar [diz o Toninho].

- Que caraças, mãe [rumina o Bernardo]!

-  Ó mãe... [suspira o Gonçalo]

- Esqueçam!!!!!! Eu tenho quase 50 anos! Se fosse para acabar, já devia ter acabado há 30!

Às vezes é difícil para os miúdos lidarem com a adolescência da mãe, embora em algumas coisas realmente complexas da idade - as iluminações do sexo, por exemplo - ela esconda o assunto dos filhos tão meticulosamente como há mais de 30 anos o escondia dos pais. Não, eu sou testemunha de que a adolescência da Vanessa não está para acabar. Ela mantém-se tão disponível para os absurdos da vida como Santana Lopes para um congresso do PSD. Quando não há, ele inventa-os, que foi o que fez com o de amanhã.


Qual a sua reacção:
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.

Notícia relacionada

Close