Portugal não deverá perder fundos comunitários devido ao adiamento em dois anos na finalização das linhas de TGV Lisboa-Porto e Porto-Vigo, indicaram hoje fontes comunitárias à Agência Lusa em Bruxelas.
O adiamento "não deverá implicar qualquer dificuldade no ajustamento do programa" no âmbito do Fundo de Coesão, assegurou Ton van Lierop, porta-voz da Comissão Europeia responsável pela Política Regional.
O Fundo de Coesão dos 27 deverá financiar com 955 milhões de euros (11,5 por cento do investimento total) os troços em território português das três linhas previstas de alta velocidade Lisboa-Madrid, Lisboa-Porto e Porto-Vigo.
Por outro lado, a porta-voz da Política de Transportes, Helen Kearns, também disse à Lusa que "um atraso no projeto não implica automaticamente uma perda de fundos" previstos no quadro do financiamento da rede transeuropeia de transportes (RTE-T).
"Ainda é demasiado cedo para uma decisão definitiva. Primeiro precisamos de ser notificados da alteração e só depois é que analisaremos o caso", indicou a porta-voz.
No quadro dos financiamentos RTE-T estão previstos para Portugal 268 milhões de euros (3,2 por cento do investimento).
O Governo português anunciou na segunda feira que a linha de alta velocidade Lisboa-Porto, com abertura prevista para 2015, fica adiada para 2017, enquanto a linha Porto-Vigo que deveria abrir em 2013 só estará concluída em 2015.




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