As comissões de utentes contra as portagens nas autoestradas sem custos para o utilizador (SCUT) vão agendar “protestos mais contundentes” contra o Governo que pretende cobrar portagens naquelas vias, disse hoje à Agência Lusa o porta voz desses movimentos.
José Rui Ferreira revelou que sábado, dia 20 de março, as comissões voltam a reunir e anunciar “outras formas de luta”.
Hoje, o Governo aprovou um conjunto de decretos que visam rever as bases de concessão das autoestradas sem custos para o utilizador (SCUT), envolvendo as três em que se prevê a instalação e cobrança de portagens.
O porta-voz das comissões não se mostrou preocupado com esta aprovação, porque “faz parte do edifício legal do modelo de concessões”, mas falta ainda "regulamentar o sistema de cobranças e se se vão mesmo cobrar essas vias”.
Em janeiro, os autarcas de Viana do Castelo, Esposende, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Matosinhos reuniram com o ministro das Obras Públicas para lhe dar conta dos argumentos que, defendem, inviabilizavam a introdução de portagens na A28.
Na ocasião, foi anunciado que existiriam “isenções” para “trânsito local”, sendo ainda contemplada a situação do “utilizador frequente [da estrada], pessoas que vão para o seu emprego ou para as suas residências”.
“Só que até agora o Governo não avançou mais pormenores em relação a este assunto”, lamentou ainda José Rui Ferreira adiantando que as comissões “aguardam por novidades" em relação a essa matéria.
A terminar, o também utente diário da A28, volta a sublinhar que “as SCUT deverão permanecer como vias sem portagens, enquanto estejam localizadas em regiões cujos indicadores de desenvolvimento socioeconómico sejam inferiores à média nacional e não existam vias alternativas”.
Ora, e segundo as comissões, os municípios atravessados por estas vias “justificam a irreversibilidade deste processo”, concluiu José Rui Ferreira.
As comissões de utentes das SCUT A28, A29 e A41 já, por várias vezes, promoveram buzinões e o autarca de Vila do Conde, Mário Almeida, já os apelidou de “legítimos” e "positivos".
O autarca tem reforçado que “as portagens são lesivas do interesse das populações e do próprio dinamismo empresarial que todos procuramos protagonizar, no sentido de melhorar as condições de vida das populações”.
*Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico*




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