Liga Europa

Benfica-Marselha. O SuperMaxi ficou a Arfar

por Pedro Candeias, Publicado em 11 de Março de 2010   
Maxi Pereira marcou primeiro (76') mas Ben Arfa calou o Estádio da Luz à cabeçada. A segunda mão está marcada para Marselha, no dia 18
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Até parecia a rábula de Herman: “Onde é que estavas no 18 de Abril?” De 1990, claro, o dia do Benfica-Marselha, da mão de Vata que todos viram menos o árbitro. E o próprio, que mantém não uma mas duas versões: com o cotovelo para uns; com o ombro para outros. Didier Deschamps lembra-se bem desse dia porque estava no campo; Jorge Jesus, nem se recordava se jogava ou treinava na altura.
Bom, em Abril de 1990, Jesus estava a meio caminho, entre uma e outra coisa: era jogador-treinador do Almancilense e viria a ser contratado  para técnico do Amora depois de um jogo entre as duas equipas. A meio -caminho também pareceu o Benfica de ontem, com o Marselha – a meio caminho entre o ataque e a defesa, entre o golo que podia aparecer a qualquer altura na baliza de Mandanda ou na de Júlio César. “Vai ser taco-a-taco”, projectou JJ. E assim foi. Repartido  e com pormenores que fizeram a diferença:_um falhanço de Mandanda e um toque de Maxi, limpinho e sem mãos, na área marselhesa; cruzamento para a área aos 90 minutos, falhanço defensivo dos centrais e golo de Arfa. E o resultado final, afinal, foi justo (1-1).
Com Niang deslocado para o meio por troca com Brandão e Abriel no lado direito, o Marselha de Didier Deschamps, o melhor pior jogador da França campeã mundial (1998) e europeia (2000), adormeceu o ataque encarnado. E o Benfica, a espaços asfixiado e sempre pressionado, não conseguiu exercer o controlo de que tanto gosta sobre o adversário. Porque Aimar, que Jesus tinha andado a poupar para o jogo de ontem, esteve poupadinho e sem troco para a marcação; porque só Saviola e Ramires conseguiam furar o bloqueio; e porque Cardozo não deu dois knock-outs com Mandanda (ex-pugilista pela frente.
Veio a segunda parte e mais do mesmo: o Marselha reentrou forte, dominador e o Benfica encolhido para depois se esticar com a passagem do tempo, por Saviola, Ramires e Di María. E por Martins e Coentrão que, enfim, entraram para os lugares de Aimar e Peixoto. O Benfica ganhou rotação, músculo e velocidade e chegou ao golo no melhor momento da equipa. Mas numa desatenção defensiva, perdeu a hipótese de repetir o resultado de há 20 anos.

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