Os trabalhadores das Minas da Panasqueira vão aderir à greve convocada para sexta feira pela Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas e de Minas e paralisar novamente no dia 24, em reivindicação de aumentos salariais, disse hoje fonte sindical.
A administração da Sojitz Beral anunciou que as minas estão a acumular prejuízo desde maio de 2009, devido a uma queda de 20 por cento das vendas.
A administração disse que não pode fazer aumentos, sob pena de ter de haver despedimentos nas minas da Panasqueira, que empregam 320 pessoas.
O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM) pede "um aumento de 50 euros no salário base e prémios de produção de 20 euros por tonelada a partir das 120 toneladas de concentrado produzido", referiu José Maria Isidoro, delegado sindical.
"Em 2009 não houve nenhum aumento, nem foram entregues prémios de produção", sendo que os indicadores atuais "são claramente positivos" para as minas, acrescentou José Maria Isidoro.
Segundo o STIM, prevê-se "um aumento brutal da produção, novos clientes na Alemanha e Áustria, aumentos do preço do volfrâmio e subida do dólar [moeda em que é pago o minério] face ao euro".
No entanto, de acordo com o administrador António Correia de Sá, a empresa acumula prejuízos desde maio de 2009
"Estamos numa situação financeira e de tesouraria muito difícil. Não é altura para fazer aumentos salariais. Estamos numa situação entre preservar 320 postos de trabalho ou dar aumentos", referiu.
O mercado está com "preços baixos" e há momentos em que não há compradores, referiu, salientando que as minas registam quedas nas vendas "da ordem dos 20 por cento".
Por outro lado, segundo Correia de Sá, existe "um grande programa de investimentos para reativar um antigo nível de exploração no subsolo, porque também há problemas ao nível de teor de material nas quantidades produzidas".
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




Rating: 0.0
Actividade em ionline